ATUALIZAÇÃO em 03/10/2011

Os realizadores do documentário Bom Despacho NÃO defendem a construção da ponte Salvador-Itaparica (cujo projeto prevê custos de 7 bilhões de reais). A intenção do vídeo, em parte, é fortalecer as reivindicações de melhoria do serviços do ferry-boat justamente para não haver necessidade de ponte alguma, como não há. Pensamos que o Governo deve propor e implementar soluções reais para demandas populares estruturais com ampla discussão pública. A construção da ponte não segue esse princípio.

Parte 1:

Parte 2:

É muito bom chegar aqui.

E o prazer de poder compartilhar essa ideia com todos que tiverem contato com o doc Dom Despacho é mais interessante ainda!

O processo de realização do  vídeo foi muito rico, mesmo com toda sua simplicidade. Não só em termos de experiência e aprendizado, mas principalmente porque conseguimos vencer todos os obstáculos que cruzaram nosso caminho. Não são obstáculos colocados por alguém, mas são as dificuldades que fazem parte da condição do viver mesmo. Do acaso – o tal do acaso. E nada disso seria possível se não contássemos com a parceria de pessoas amigas que colaboraram de diversas formas. Ou que, ao menos, acreditaram na investida e viram nela algum sentido.

O resultado desta idéia agora pertence a cada um que assistir o vídeo. O nosso ponto de vista está lá, claro, impresso em cada escolha que fizemos e também nos erros que, em nossa avaliação a posteriori, cometemos. Afinal, não realizamos uma obra com estrutura de produção profissional, mas sim como amadores (no sentido de quem ama o que faz)  -  a vida nos entusiasma, tentar compreendê-la, vivendo-a, é gratificante.

Mas o melhor de tudo é que o vídeo serviu de pontapé para que muita coisa boa acontecesse.

Fazer documentário é maravilhoso e difícil. Maravilhoso por possibilitar o contato com o outro e por possibilitar uma expressão de nós mesmos sobre o outro, sobre tudo aquilo que vemos e que, por algum motivo, nos toca, sempre a partir do que chamamos de realidade. Essas coisas que dão sentido à vida. A parte difícil é a exigência laboral, técnica, cuidadosa. Envolve muitas etapas. Ou seja, é preciso um envolvimento muito grande. Como a vida!

O ceneasta Edgard Navarro na I MUSA

Aconteceu na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC a I MUSA – Mostra Universitária Salobrinho de Audiovisual, iniciativa que visa a implantação de um espaço na região para debates e exibições de produções audiovisuais universitárias baianas. O evento contou com a presença de Edgard Navarro, realizou diversas oficinas e exibiu realizações baianas nas mostras competitiva e não-competitiva. Ontem os organizadores divulgaram os vencedores da Mostra Competitiva, escolhidos por júri popular:

1º – Breve Passeio / Rafael Jardim
2º – Sua vida não é um brinquedo / Charles dos Reis
3º – De portas abertas / Gisely Alves

Mais informações sobre os vencedores, outros participantes e toda a cobertura do evento no Blogue da Musa: http://www.mostramusa.blogspot.com/

Nós, realizadores do doc “Bom Despacho”, que participou da mostra competitiva, parabenizamos os vencedores e todos os participantes. Iniciativas como esta estimulam a criação e a realização de novas obras e oferecem um importante canal de difusão e exibição, e sobretudo uma oportunidade para o debate sobre as produções – fundamental, especialmente para as realizações independentes.

Com alegria, informamos que o documentário “Bom Despacho” foi selecionado para a mostra competitiva da I MUSA – Mostra Universitária Salobrinho de Audiovisual, que vai discutir e exibir realizações de universitários e cineastas baianos em Ilhéus, no sul da Bahia. Foram selecionadas 15 produções, das quais três serão premiadas por júri popular.

O evento acontece na Universidade Estadual de Santa Cruz – UESC, e além da mostra competitiva realizará uma Mostra de Longas-metragens, debates, oficinas e outras ações. A programação completa e outras informações estão no blogue da MUSA em http://mostramusa.blogspot.com

Os 15 selecionados são:

* Avatar – tour (Alfredo Góes Villas-Bôas);
* Bom Despacho – reflexões sobre as práticas do lazer (Fabricio Ramos e Camele Queiroz);
* Breve Passeio (Rafael Jardim);
* De portas abertas (Gisely Alves dos Santos);
* Dia dos namorados (Álvaro Andrade Alves);
* Do goleiro ao ponta esquerda (Leandro Afonso Guimarães);
* Entre Átomos e Bits (Rafael Sodré de Matos);
* Gualin do Riocontra (Jordan Santos Mendes);
* Guta fez um filme (Marcus Vinícius Gentil Curvelo);
* Indigesto (Fabiano Azevedo Passos);
* Música.br (Fabiano Azevedo Passos);
* No lago de narciso (Jonathan Sampaio de Andrade);
* Outdoors (Rafael Jardim);
* Raízes (Marcus Vinícius Gentil Curvelo);
* Sua vida não é um brinquedo (Charles dos Reis Alves).

O vídeo documentário “Bom Despacho – reflexões sobre as práticas do lazer” (20 min.) é uma realização independente de Fabricio Ramos e Camele Queiroz. Em breve, publicaremos informações sobre o acesso ao filme, possíveis exibições e notícias relacionadas.

Sinopse:

Uma reflexão sobre as condições e práticas do lazer a partir do registro do intenso movimento no terminal marítimo de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, Bahia, durante o último dia do feriado prolongado do ano novo de 2010. Com a participação dos usuários do sistema ferry-boat que, na volta para casa, enfrentaram longas filas num domingo de forte calor, refletindo sobre lazer, trabalho e cidadania.

Clique aqui para saber mais sobre o documentário.

post atualizado em 2 de agosto de 2010.

O que é o lazer para você?

…foi a pergunta que fizemos às pessoas quando chegamos ao Terminal Marítimo de Bom Despacho, na Ilha de Itaparica, Bahia.

Chegamos à ilha nas primeiras horas da manhã de domingo, 03 de janeiro de 2010, último dia do feriado prolongado do ano novo.

No terminal havia, desde cedo, muitas pessoas formando longas filas, sob um sol muito forte, para embarcarem no Ferry-Boat.  O sistema Ferry-Boat faz a ligação entre a Ilha de Itaparica (no terminal marítimo de Bom Despacho) e Salvador (no atracadouro de São Joaquim, na Cidade Baixa), atravessando a Baía de Todos os Santos num percurso de 12 km que dura em média 45 minutos. A travessia é uma opção para quem vem dos municípios do Recôncavo Baiano e do Baixo Sul do Estado chegar a capital baiana poupando entre 100 e 250 Km que precisariam ser percorridos pela estrada.

No verão e nos feriados prolongados, todavia, o sistema não comporta toda a demanda de usuários, resultante principalmente do turismo e veraneio na Ilha, gerando filas enormes de pedestres e veículos.

Iniciamos, meses antes, a concepção de um projeto de vídeo documentário que abordasse questões ligadas às práticas do lazer, considerando  as implicações sociais e culturais – e especialmente as dificuldades estruturais – que determinam as condições de lazer da grande maioria da população.

Escolhemos, assim, o Terminal de Bom Despacho, certos de que lá haveria um grande movimento no último dia de um feriado prolongado, onde nos depararíamos com situações inerentes a ocasiões de grandes aglomerações num contexto de práticas relacionadas ao lazer.

O documentário

Sem pesquisa prévia, contando com o acaso, faríamos as abordagens de acordo com o que encontrássemos no local e tentaríamos  compor um painel audiovisual que estimulasse a reflexão sobre a representatividade do lazer na vida das pessoas e na conjuntura do sistema social no qual elas estão inseridas. Em suma, embora estivéssemos sempre abertos para o novo e para a multiplicidade de opiniões, filmamos a partir de uma tese: as práticas relacionadas (direta ou indiretamente) ao lazer da maioria da população envolvem contradições radicais. No caso do terminal, muitas pessoas precisavam retomar suas rotinas de trabalho na segunda-feira depois de um feriadão e, para tanto, precisavam dedicar o domingo – último dia do feriado – para voltar para casa.

Como resultado, o documentário “Bom Despacho – reflexões sobre as práticas do lazer” provocou, em nós realizadores, diversos questionamentos. Não buscamos, realizando-o, uma confirmação de nossa tese, tampouco qualquer resposta – buscamos sim, através dele, estimular a reflexão e suscitar discussões acerca de aspectos de nossas realidades sociais e individuais.

Como opção estética – e também Ética – não incluímos trilha sonora ou quaisquer elementos audiovisuais que não tenham sido captados nos locais de filmagem, isto é, todo o conteúdo de imagens e sons que compõem o documentário foi captado in loco.

O projeto foi realizado com recursos próprios de seus idealizadores, que contrataram profissionais e contaram com o apoio de amigos (inclusive com o apoio presencial de Tiago Campos, que participou voluntariamente de nossa equipe) e de várias pessoas que colaboraram de diversas formas. Agradecemos a todos que de alguma forma contribuíram para viabilizar o projeto.

Confira o trailer do documentário. Em breve, o vídeo estará acessível online na íntegra e também disponível para download. 

Acesse sinopse e ficha técnica na página ‘Sobre o doc’.

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